51 3026 8979

    51 9 8137 5691

 

FRATER ESPAÇO BIOCÊNTRICO

 A AVENTURA   DO   AUTOCONHECIMENTO

Hélène Lévy Benseft 

Nasci em 1949 no Marrocos, tendo, por família, um ninho bastante complexo: um pai comunista e eterno adolescente, uma mãe superprotetora e que adorava dançar e um avô rabino, apaixonado pela Cabala. Em fim, uma tribo numerosa, sabores de temperos exóticos, com os aromas dos oceanos entrando pela aberturas de uma casa sempre aberta.

 

Comecei a viajar desde cedo, fiel ao destino do judeu errante, deixando para sempre atrás de mim a terra da infância para ser uma « imigrante », na França, na idade de 13 anos. Com 18, fui fazer a universidade em Israel, onde estudei Historia e Literatura. Lá, encontrei pessoas que me ensinaram muito sobre a força do compromisso e da paixão.

 

Com 21 anos, cheguei ao Brasil, ao convite do amor. Morei em Curitiba durante 12 anos, e quando me tornei mãe, participei da criação de uma escola alternativa - A Escola Oficina – uma experiência de educação coletiva inspirada do pedagogo francês Célestin Freinet.

 

Foi também em Curitiba que conheci a Biodanza, com Elenice Milani. Era em meados de 1980 e nunca deixei de praticar deste então. Comecei a dar aulas de Biodanza em 1984, quando regressei a França. E quando Rolando Toro viajou para Itália e criou a Escola em Milão, me aproximei mais do movimento. Quando foi criada a primeira escola de Biodanza na França (na cidade de Sens, perto de Paris), eu assumia as traduções para Rolando e o acompanhei assim durante os três anos que durou a formação. Foi assim que tanto aprendi com ele.

 

Tornei-me Didata em 1995 e dirijo a Escola de Biodanza Rolando Toro Méditerranée (com sede em Nice – França) e a Escola de Biodanza de Montréal (Canadá).

 

Formei-me a quase todas as extensões da Biodanza e sou Didata em duas delas (Identidade e os Quatro Elementos e Biodanza Aquática).

 

Em colaboração com Bruno Ribant (facilitador Didata e psicólogo clínico), elaborei um trabalho de aprofundamento das relações humanas, criando um workshop e uma metodologia intitulada « Do encontro a relação – Para uma ecologia relacional ».

 

Com meu companheiro de vida, Guy Bélanger, criei uma proposta que integra, com muita sutileza, a tradição simbólica dos « Dream Catchers » dos indos Kanawake (do Canadá), a abordagem das forças e leis da atração tal como as vê a ciência, e o desperto da fonte do desejo e da criatividade existencial da Biodanza. Isso tudo deu um workshop que damos os dois juntos e que se chama « O Portador de Sonhos ».

 

Na base de uma necessidade intima, assim como levada pelas experiências da vida, me interessei particularmente na questão da identidade de gênero em Biodanza e particularmente a questão dos mistérios da feminidade profunda e do principio feminino que era o tema da minha monografia de titulação.

 

O amor a natureza e particularmente a montanha me motivou também a propor, quase todos os anos, uma experiência de Biodanza e trecking, com uma ênfase sobre a autonomia na natureza num contexto de máxima simplicidade e intimidade com as forças da natureza.

 

O conhecimento de muitas línguas me oferece a possibilidade de atuar em muitos países para responder a convites em escolas de Biodanza ou para conduzir workshops.

 

Como todos, conheço os desafios do amor e da vida.

Os danço todos os dias.